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Gaúcha do Norte,18 de Janeiro de 2022 - Terça Feira

Após 5 anos, empresário e mais 2 são condenados por morte de adolescente

Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, foi assassinada por asfixia em 2011

MATO GROSSO | 20/10/2016 - 05:30:29


Paulo Martins, Carlos Alexandre da Silva e Rogério Amorim foram condenados (Foto: Reprodução/TVCA)

Os três réus acusados de assassinar e ocultar o cadáver da adolescente Maiana Mariano Vilela, de 16 anos, em dezembro de 2011, foram condenados pelo Tribunal de Júri em Cuiabá, nesta quarta-feira (19), a mais de 40 anos de prisão. O júri, presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, durou dois dias.

O empresário Rogério da Silva Amorim, que mantinha um relacionamento com a vítima, foi sentenciado a 20 anos e 3 meses em regime fechado como mandante do crime e por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recompensa e meio que dificultou a defesa da vítima). A defesa de Rogério afirmou que irá recorrer da sentença e ingressar com pedido de habeas corpus, para que o empresário responda ao processo em liberdade.

Já Paulo Ferreira Martins, de 44 anos, que confessou ter asfixiado a adolescente, foi condenado a 18 anos e 9 meses por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, também em regime fechado. Carlos Alexandre da Silva, de 34 anos, que confessou ter ajudado a enterrar o corpo da adolescente, foi condenado a um ano e seis meses em regime aberto. As defesas dos réus não quiseram comentar a sentença.

A juíza Mônica Perri decretou a prisão de Paulo e do Rogério. O empresário deixou o Fórum de Cuiabá e foi encaminhado para o Centro de Custódia de Cuiabá. A defesa de Paulo não informou para qual unidade prisional ele foi levado.

O irmão da adolescente, Danilo Raul Mariano Vilela, de 24 anos, afirmou que a família sente que a justiça foi feita, mas lamenta a pena aplicada. "Ainda foi pouco por tudo que o que eles fizeram, mas, se a Justiça determinou isso, está bom, já é o suficiente para a gente ficar aliviado, saber que eles não fizeram tudo isso e saíram livres", disse.

O promotor de Justiça, James Romaquelli, afirmou que o Ministério Público Estadual (MPE) vai analisar a possibilidade de recurso contra a pena imposta a Carlos Alexandre, pois, para o órgão, ele participou da morte da adolescente, uma vez que um vídeo mostrado durante o júri indicaria que o réu assistiu ao momento em que a jovem foi assassinada e recebeu pagamento para ajudar a esconder o corpo.

"Se existir chance de recurso, vamos recorrer, se esse recurso não prejudicar a decisão que foi tomada quanto aos demais réus", disse.

Interrogatório dos réus

Durante a fase de interrogatório dos réus, somente o empresário não confessou participação no assassinato. Rogério disse que o relacionamento com a adolescente era "maravilhoso". Ele relatou ter conhecido Maiana em uma boate e que, a princípio, não sabia que se tratava de uma adolescente. Segundo ele, à época, a jovem morava em frente à empresa dele, no Bairro Três Barras, na capital.

Paulo Ferreira Martins, de 44 anos, acusado de ter sido contratado para matar a adolescente afirmou, durante interrogatório, que cometeu o crime durante uma discussão com a vítima.

Já Carlos Alexandre da Silva, de 34 anos, disse, em depoimento, ter ajudado Paulo Ferreira Martins, também acusado do crime e réu confesso, a enterrar o corpo da vítima.

O crime

Segundo a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual, no dia do homicídio, o empresário teria mandado Maiana descontar um cheque de R$ 500 e levar o dinheiro para um chacareiro. Ela foi ao banco com uma motocicleta que tinha ganhado do empresário e, depois, se dirigiu à chácara.

De acordo com o Ministério Público, a jovem foi morta na chácara e teve o corpo colocado dentro de um carro de passeio e, em seguida, deixado na região da Ponte de Ferro.

Os restos mortais da adolescente foram encontrados no dia 25 de maio de 2012, cinco meses após o crime. Maiana e Rogério mantiveram um relacionamento extraconjugal por aproximadamente um ano e estavam vivendo juntos havia cinco meses, em regime de união estável, quando o assassinato foi cometido.

A ex-mulher de Rogério Amorim também foi denunciada pelo MPE como participante dos crimes, mas a Justiça considerou que não havia indícios da participação dela.

O corpo da vítima foi sepultado sete meses após o desaparecimento e morte da adolescente, no Distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá. Um dos acusados do crime foi quem indicou para a polícia o local onde o corpo havia sido enterrado.


Fonte: G1 MT

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