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Chicago: mercado ainda digere informações do USDA e trabalha estável

Na semana passada, o mercado brasileiro de soja encerrou com preços firmes, seguindo a sinalização de Chicago

AGRONEGÓCIO | 12/05/2014 - 09:30:51

As cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) já testaram momentos de altas e baixas no pregão eletrônico desta segunda-feira (12). Por volta da 8h20 o vencimento Julho/2014 operava com leve alta de 2,25 pontos cotado a US$14,89/bushel. Agosto/2014 era negociado a US$14,22/bushel com queda de 0,25 e o Novembro/2014 recuava 1,75 pontos cotado a US$12,24/bushel.

 

O mercado ainda digere as informações do último relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgado na última sexta-feira (09) quando o órgão reportou uma redução nos estoques norte-americanos de 3,67 milhões de toneladas para 3,54 milhões de toneladas e aumentou as importações do país de 1,77 milhões de toneladas  para 2,45 milhões de toneladas. Outros dados importantes foram os números de produção e estoques mundiais estimados em 283,79 milhões de toneladas e 66,98 milhões de toneladas, respectivamente. Ambos os números são menores do que os projetados em abril, de 284,05 milhões de toneladas para a safra mundial e 69,42 milhões de toneladas os estoques globais. Os números mostram que mesmo com uma tentativa de regular a oferta interna com um aumento expressivo das exportações, o USDA não conseguiu melhorar a condição dos estoques internos. Isso gerou uma certa dúvida sobre a capacidade de importação desse volume expressivo de grãos num prazo de menos de 100 dias, quando a safra norte-america já estará estabelecida e pronta pra entrar no mercado. 

 

Porém outro fator que tem deixado o mercado sem ação é a nova safra nos EUA. O USDA divulgou números recordes para a produção de  98,93 milhões de toneladas e a produtividade das lavouras em 51,25 sacas por hectare. Os estoques também apresentaram um crescimento expressivo para 8,98 milhões de toneladas no final da temporada de 2015. No entanto, nada está confirmado e o plantio nos EUA está apenas começando, deixando portanto um clima de incertezas sobre as novas projeções norte-americanas.

 

Para a safra do Brasil, as estimativas são de uma safra ao redor de 91 milhões de toneladas.  Por outro lado, a produção chinesa deve apresentar um leve recuo e totalizar 12 milhões de toneladas na safra 2014/15. Já as importações da nação asiática deverão apresentar um aumento em relação à última safra, de 69 milhões de toneladas, para 72 milhões de toneladas.

 

A produção mundial deverá totalizar 299,82 milhões de toneladas na safra 2014/15, frente às 283,79 estimadas para a safra 2013/14. Os estoques também serão maiores e deverão totalizar 82,23 milhões de toneladas. 

 

Para o analista do SimConsult , Liones Severo, as projeções em relação à safra 2014/15 foram em partes exageradas. “Com esses números o USDA passa uma mensagem de que os preços serão mais baixos para a próxima temporada, mas pelo menos na sessão da última sexta-feira, os números não foram considerados pelo mercado. A safra está começando a ser plantada e não há garantias de que esses números se consolidem. É preciso acompanhar o desenvolvimento das lavouras para só então, determinar o tamanho adequado da safra e consequentemente, formar os novos preços”, finaliza. 

 

Diante desse quadro, a expectativa é em relação ao andamento da safra nos EUA e um novo relatório de acompanhamento das lavouras será divulgado nesta segunda-feira(12). A partir de agora, a tendência é que as cotações sejam influenciadas pelas previsões climáticas no país, que começam a ganhar força.

 

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com preços firmes, seguindo a sinalização de Chicago. Segundo a Agência Safras, houve negócios em todas as  praças, mas envolvendo apenas pequenos volumes no disponível. No porto de Rio Grande, as cotações avançaram de R$ 70,50 para R$71,50 e no porto de Paranaguá (PR), a cotação da saca subiu de R$ 70,00 para R$ 71,50. 


Fonte: Notícias Agrícolas


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