Gaúcha do Norte,19 de Novembro de 2018 - Segunda Feira

Laudo confirma morte de professora por H1N1 e registra 3º caso em MT

Camila Ramos de Souza, de 29 anos, morreu no último dia 15. Ela estava internada em Sorriso.

26/04/2018 - 05:50:29


Laudo da Vigilância Epidemiológica confirmou que a professora Camila Ramos de Souza, de 29 anos, morreu  no último dia 15 deste mês, por complicações causadas por contaminação pelo vírus influenza H1N1. Esta é a terceira morte confirmada de vítima de H1N1 em Mato Grosso. O velório da vítima ocorreu em caixão lacrado por receio de novas contaminações.

O secretário de Saúde e Saneamento de Sorriso, (420 km ao Norte de Cuiabá), Devanil Barbosa, explicou quais medidas já foram tomadas pela Administração Municipal.

“Tínhamos essa suspeita e desde o começo adotamos uma linha de prevenção. Visando fechar nossa rede de atendimento para a proliferação do vírus, já fizemos um processo de protocolo de treinamento, com um médico infectologista, que sanou todas as dúvidas dos nossos profissionais da rede pública de saúde. Então, desde o começo, transformamos a suspeita em medidas protetivas para a nossa população”.

A primeira morte confirmada pela Secretaria de Saúde do Estado foi referente a uma paciente que estava internada em Cuiabá e morreu no dia 21.

A segunda morte confirmada por H1N1foi referente a uma paciente internada no município de Tangará da Serra (242 quilômetros ao Médio-Norte de Cuiabá), no último dia (8).

A vítima teria chegado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município com tosse e fortes dores no peito. Porém, não resistiu e morreu.

Casos investigados

Na última semana uma mulher morreu no Pronto-Socorro de Várzea Grande, por parada respiratória.  

Outras duas mortes são investigadas no Estado. O material foi coletado para exames. Um dos casso é referente à uma paciente que estava internada no Pronto-Socorro de Várzea Grande e morreu na semana passada.

Influenza

A influenza é uma doença infecciosa aguda de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.

De acordo com informação da Vigilância Epidemiológica, a transmissão dos vírus influenza se dá por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também acontece por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

Devido a isto, orienta para que se a pessoa estiver com febre, dor de cabeça, dor nos músculos, calafrios, tosse, espirros, coriza, rouquidão, diarreia, fraqueza e náuseas, que procure um atendimento médico com urgência.

Para evitar contaminação, a dica é adotar cuidados simples como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

Vacinação 

A campanha nacional de vacinação tem como público prioritário os idosos, crianças com até cinco anos de idade, gestantes, mãe pós-parto e profissionais da saúde e da educação.

Quem não puder tomar a vacina deve se consultar e receber medicamento na rede municipal de saúde.  O diagnóstico precoce e o tratamento adequado impedem a evolução negativa do quadro de saúde do paciente. Já a vacina é aplica em dose única e combate três vírus diferentes da gripe influenza e previne a doença.


Fonte: Repórter MT


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