Gaúcha do Norte,14 de Novembro de 2019 - Quinta Feira

Iêmen fecha principais portos após bombardeio saudita

Operações militares têm como objetivo conter avanço dos rebeldes houthis

27/03/2015 - 07:24:57


O Iêmen fechou os maiores portos do país na quinta-feira (26), de acordo com fontes locais e da indústria, após a vizinha Arábia Saudita e seus aliados árabes iniciarem operações militares com ataques aéreos contra forças houthi aliadas ao Irã que lutam contra o presidente do Iêmen.

"Todos os grandes portos foram fechados nesta quinta-feira por conta do conflito crescente", disse uma fonte da indústria. Fontes locais no Iêmen confirmaram o fechamento.

Ao mesmo tempo, quatro navios egípcios cruzaram o Canal de Suez com destino ao Iêmen com o objetivo de garantir a segurança do Golfo de Áden.

O Iêmen exporta cerca de 1,4 a 1,5 milhão de barris de petróleo por mês, principalmente para a China.

Os portos fechados incluem Áden, Al Mukalla, Al Mokha e Al Hudaydah, disseram as fontes, que não deram mais detalhes.

A maior parte da produção de petróleo do país é localizada no norte, enquanto o resto vem da área de Shabwa, no sul.

A petroleira francesa Total é a maior investidora estrangeira no Iêmen e opera a unidade de exportação de gás Balhaf, que exporta gás natural para a Ásia e Europa.

 

Ataque saudita
Aviões de guerra da Arábia Saudita e de aliados árabes atacaram nesta quinta rebeldes muçulmanos xiitas que lutam para derrubar o presidente do Iêmen, numa aposta do maior exportador de petróleo do mundo para verificar a influência iraniana no país sem ter o apoio militar direto dos Estados Unidos. 

O Irã, rival da Arábia Saudita, denunciou o ataque à milícia Houthi, que o governo iraniano apoia, e deixou claro que a criação de uma coalizão sunita contra os inimigos xiitas vai complicar os esforços para acabar com um conflito que pode inflamar animosidades sectárias que alimentam as guerras em todo o Oriente Médio.

Aviões de guerra bombardearam o aeroporto principal e a base aérea próxima de al-Dulaimi na capital Sanaa, disseram moradores, em uma aparente tentativa de enfraquecer o poder aéreo dos houthis e sua capacidade de disparar mísseis.

Uma testemunha da Reuters na capital disse que quatro ou cinco casas próximas ao aeroporto de Sanaa tinham sido danificadas. Equipes de resgate colocaram o número de mortos nos ataques aéreos em 13, incluindo um médico que tinha sido retirado dos escombros de uma clínica danificada.

A crise no Iêmen corre o risco de se transformar em uma grande guerra, com o Irã apoiando os houthis e monarquias muçulmanas sunitas do Golfo Pérsico apoiando o presidente do Iêmen, Abd-Rabbu Mansour Hadi e seus apoiadores sunitas do sul do Iêmen.

 


Fonte: G1


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