Gaúcha do Norte,15 de Outubro de 2019 - Terça Feira

Doença mão-pé-boca é tema de palestra em encontro do Bolsa Família

O encontro também abordou sobre a Pediculose da Cabeça (Piolhos)

27/06/2019 - 06:22:03


A doença mão-pé-boca que acomete principalmente crianças menores de cinco anos de idade e que tem inúmeros casos registrados, foi amplamente abordada no encontro mensal do Programa Bolsa Família realizado na tarde da última terça-feira (25.06), no Centro dos Idosos de Gaúcha do Norte.

A palestra foi ministrada pela enfermeira Cintia R. Dias Mauro que abordou o que é a doença, sua sintomatologia, formas de transmissão, diagnóstico, tratamento e principais recomendações.

O Piolho (pediculose da cabeça) também foi abordado junto às famílias beneficiárias do programa. O devido cuidado com as crianças e demais membros da família foi frisado.

Ao final do encontro, a mobilizadora do SENAR, Lázara Glésia Rodrigues, divulgou a realização do treinamento de Horta Orgânica que acontece de 01 a 05 de julho na Escola Estadual Gervásio dos Santos Costa. O evento conta com a parceria da Assessoria Pedagógica do Estado e tem o apoio da Prefeitura Municipal através da Secretaria de Assistência Social e CRAS.

Doença mão-pé-boca
A doença mão-pé-boca é uma enfermidade contagiosa causada pelo vírus Coxsackie da família dos enterovírus que habitam normalmente o sistema digestivo e também podem provocar estomatites (espécie de afta que afeta a mucosa da boca). Embora possa acometer também os adultos, ela é mais comum na infância, antes dos cinco anos de idade. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem mais comumente em mãos, pés e boca.

São sinais característicos da doença:

- febre alta nos dias que antecedem o surgimento das lesões;
- aparecimento, na boca, amídalas e faringe, de manchas vermelhas com vesículas branco-acinzentadas no centro que podem evoluir para ulcerações muito dolorosas;
- erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas e na região genital;
- mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia;
- por causa da dor, surgem dificuldade para engolir e muita salivação.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. O período de incubação oscila entre um e sete dias. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum.

Tratamento:

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca. Em geral, como ocorre com outras infecções por vírus, ela regride espontaneamente depois de alguns dias. Por isso, na maior parte dos casos, tratam-se apenas os sintomas. Medicamentos antivirais ficam reservados para os casos mais graves. O ideal é que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem, apesar da dor de garganta.

Piolho

Pediculose da cabeça é a infestação dos cabelos pelo parasita Pediculus humanus. Os piolhos são insetos pequenos, sem asas, que se alimentam de sangue. A transmissão ocorre pelo contato direto ou pelo uso de bonés, chapéus, escovas de cabelo, pentes ou roupas de pessoas contaminadas.

Sintomas:

- intensa coceira no couro cabeludo, principalmente na parte de trás da cabeça, podendo chegar ao pescoço e tronco; também podem surgir pontos avermelhados como picadas de mosquito; 
- presença do parasita (piolho) e de seus ovos (lêndeas), que aparecem como pequenos pontos esbranquiçados grudados aos fios de cabelo.

Tratamento:

- lavagem dos cabelos com shampoos e aplicação de loções específicos para pediculose. Em alguns casos pode ser necessária a medicação oral, prescrita por médico dermatologista;
- remoção total dos piolhos e lêndeas com pente fino ou manualmente, um por um, pois os medicamentos não matam os ovos do parasita.

É importante que todos que convivam com a pessoa acometida pela pediculose sejam examinados e se necessário tratados, para evitar a reinfestação. O corte dos cabelos não é necessário!

Prevenção:

Para prevenir a pediculose, o ideal é evitar o compartilhamento de roupas, toalhas, acessórios de cabelo e outros objetos de uso pessoal, bem como evitar o contato direto com pessoas infectadas pelo parasita.

As crianças são com frequência as mais infectadas principalmente na escola. Recomenda-se que sejam sempre examinadas e que passem o pente fino para evitar que a infestação se propague; as que usam cabelos compridos devem prendê-los para ir à escola.

É fundamental que a escola seja comunicada sempre que alguma criança apresentar o problema. Dessa forma, todos podem ser tratados ao mesmo tempo e o ciclo de recontaminação será interrompido.


Fonte: Redação


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